De 3 a 13 de março de 2011, em sua 81ª edição, ocorreu um dos mais tradicionais eventos da indústria automotiva, o Salão de Genebra. Entre os destaques dessa edição estão o modelo de luxo da Chevrolet, Cruze Hatch, o super esportivo, Lamborghini Aventador e o novo conceito da marca alemã Volkswagen, o Bulli, que trata-se de um veículo elétrico com design inspirado no grande sucesso da montadora, a Kombi.
Foto: Divulgação
Essas e muitas outras informações foram divulgadas pela imprensa especializada no setor e também pela grande mídia. A cobertura desse evento foi realizada por sites, jornais e revistas de maneira presencial, ou seja, o repórter viajou até o local ou virtualmente, com informações provenientes de assessoria de imprensa das grandes montadoras e também por agências de notícias, nesse caso, especializadas, como a Automotive News.
Para falar com mais propriedade sobre as diferenças da cobertura jornalística presencial e virtual, entrevistamos dois jornalistas especializados que cobriram o Salão de Genebra. Fred Carvalho, diretor e editor da revista e agência AutoData, encaminhou noticias e informações diretamente do evento desde os dias exclusivos para imprensa. Já o repórter do site Quatro Rodas, veículo coligado a revista Quatro Rodas, Vitor Matsubara, alimentou o portal com matérias sobre o Salão por meio de informações divulgas pela assessoria de imprensa, agência de notícias e conferência do que está sendo publicado em sites concorrentes.
Conforme você confere no vídeo abaixo, basicamente o que diferencia as duas coberturas é o dinamismo. Pessoalmente é possível obter todas as informações na hora e confirmá-las. Na cobertura online é necessário esperar a divulgação por parte de assessorias de imprensa e agências de notícias, que normalmente divulgam uma cobertura geral do dia após o término das entrevistas coletivas, que ocorre entre 18h e 19h do horário local.
Ambos os jornalistas destacam vantagens para as distintas formas de cobertura. “Pessoalmente a cobertura é mais cansativa e na maioria das vezes não apresenta uma visão geral do evento,” diz Matsubara. Já Fred considera que nada substitui a cobertura presencial porque além de publicar informações com mais riqueza de detalhes proporciona que o jornalista amplie sua rede de contatos conquistando novas fontes de informações, que podem lhe render furos jornalísticos no futuro.
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